Torrencialidade

Cá estou eu arrumando a minha casa interior, porque depois de ter chovido todos esses dias, a minha mente foi carregada junto com as enchentes que houveram na cidade e foi parar na porta da sua casa.
O meu peito ainda está alagado, a madeira dos móveis inflou, perdi tudo. E ao mesmo tempo, me livrei de muito também.
Deveria abrir as portas e as janelas com a finalidade de não embolorar tudo outra vez, como houve antes da reforma que fiz.
Só que mais uma vez choveu. Inundou. Expeliu muita coisa pra fora, menos a bagunça que me restou para arrumar.
Tranquei o meu peito, mas ainda há goteiras causadas pela chuva de ontem à noite. E o vento frio e hostil ainda consegue entrar pelas frestas.
Fiquei cansada de tentar arrumar algo que será destruído na próxima chuva - que provavelmente aconteça mais tarde -.
Mas quer saber? Tá tudo bem. A vida não pode ser leve quando nunca foi pesada.
Vou me dedicar hoje às músicas que gosto, e acompanhar as notas de cada uma delas se espalharem pelo ambiente, afim de conhecerem os outros cômodos da casa.
Não posso esperar pelo nascer do sol beirando às 2 horas da manhã, mas posso fechar a casa, secar tudo, e ligar o aquecedor; que funciona em um segundo, basta encostar o meu corpo encolhido dentro do afago do seu abraço.


4 comentários:

  1. Uau você é incrível. Parabéns!!!

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    1. Imagina! Gentileza da sua parte. Mas, obrigada. :)

      Beijos!

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  2. nossaaaa arrasou ! amei demais <3 <3 . Já estou seguindo aqui flor, se puder me ajudar no meu cantinho também, ficarei grata. Beijos !

    www.agathaalfeu.com.br

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    1. Que bom que gostou! <3
      Vou visitar o seu cantinho também.

      Beijos!

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