Sujeito oculto

Cola as suas aspas na minha, e me faça real. Fora de um título, rascunho, subtítulo, subsolo, sub-algo.
Quero ser parafraseada da maneira que sinto, e não com o que digo.
Beije a minha boca seca de palavras mal(ditas), e sugue a minha alma seca por ausência de concordância.
Me tire do complexo e me dê uma explicação plausível.
Faça tua a minha respiração antes do parágrafo do adeus. Me arranque os dois pontos antes da fala, e cale o seu corpo no meu. Me introduza na vírgula da sua certeza, e me tire das reticências do poema da sua vida.

10 comentários:

  1. Tire o texto, fica só as aspas, diga o mesmo que eu, e o poema segue, e as reticências dá ideia de sempre mais, coloque só eu em tua vida. Há entrega uma entrega. Foi o que essa poesia me fez sentir, muito boa, até agora estou em vertigem!

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    1. Ual! Muitíssimo obrigada, viu? Me sinto estonteada com esse tipo de comentário.

      Beijos!

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  2. Tira-me das reticências que nada finalizam em minha composição. Obrigado! Maravilhosas palavras!

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  3. Linda Poesia, faz tempo que não leio poesias e esta me fez sentir com um borborinho na barriga, aquela vontade de sempre querer mais e mais, uma eterna entrega.
    Adorei mesmo *--*
    Beijos.
    www.eaieliz.com.br

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    1. São esses pequenos detalhes que me fazem sentir mais vontade de escrever, dia após dia.
      Muito obrigada, de verdade! <3

      Beijos!

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  4. Suas palavras traz um turbilhão de sensações em mim, são muito tocantes!!

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    1. Creio que não haja sensação melhor para um escritor, que levar aos leitores esses "turbilhões" de sensações, rs.
      Fico muito realizada! <3

      Beijos!

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  5. noossaaaaaaaaaaaaa! Belíssimo texto.

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