Chuva de vento

No meio fio da vida pedi socorro
Do meu jeito
Tu me destes um prato frio de ironia
E de repente vi várias formas de uma serpente em agonia

Pelos meus caminhos
Implorei teu olhar que eu nunca cheguei a ver
Tu, sutil como és
Esmagou meus restos de juízo como uvas e vinho (vinagre)

Sei que me arrasto por um abraço teu
Da minha maneira, direito do meu eu (lírico?)
E o que consegui não se compara
Temo por machadadas cruas de uma revolução de rua

Me conformei e continuei a ler
Eram agora novas gírias de um novo olhar
Dispostas a me desconstituir de uma maneira
Que ainda não entendo…

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