O vento lá fora pronuncia o teu nome

Sobre o teu chão eu caminho com o meu olhar
sobre o teu chão incerto eu flutuo com o meu toque
esse teu chão incerto tem gosto de desamor.

Eu sou a estalagmite à brotar nas brechas da tua impiedade
você corre por minhas artérias feito doença
acho que se esquece que sou a lava do teu inverno
e neste inferno é onde eu desejo viver.

Vou brotar na luz do sol
para que isso faça secar os meus olhos lastimosos
assim como derreterei
me fiz mar
venha se afundar em mim
no mais profundo do meu ser
para ser como deveria ter sido
desde um possível início.

Deixe-me colidir à você
e com a poeira que sobrar
eu vou escrever o teu nome na parede do meu quarto.


Nenhum comentário:

Postar um comentário