Florear

De acordo com a cor turquesa do meu vestido -pintado por minh'alma isenta- sento-me no pedestal de algum corpo celeste, e desço-me por um fio de amor que ainda resta nas profundezas do meu ser.
Onde estou? Eis-me descascando as ondas de uma maré ruim que há por aqui. Aguardo a tua chegada, armada por espinhos enquanto faço algum esboço sobre orquídeas.
Tão senhora de si, emudeço... Faça-me dançar como um dia nublado entrelaçando o sol. Deite-me na esquina do Precisar, de frente para a cara do Querer.
Minha alma que se fez por só, medonha, medrosa, mestiça; há de te mais coragem do que eu para navegar em nuvens de solicitude.
Vou tecer algumas lágrimas, para regar o que há de florescer por minhas artérias.



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