A voz do nulo

Esse silêncio todo me ensurdece.
Me sinto afrontada e desprotegida com esses ruídos de som nenhum.
O caos do nada.
O medo do desconhecido.
O improvável, sem vestígios.
O maldizer, o mórbido.
O intocável, e, o inibido som.
Som de nada, barulho algum...
O grito de uma batida contra o vento. O que nada há, e o que tudo tem.
O cochichar de um zumbido.
Atordoa. Enfraquece. Desnutri.
O silêncio. Ah, o silêncio...
Ele nos persegue sem sentir. Sem que nada o veja, sem que nada o traga.
Apenas ouça...


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